Não existe transformação efetiva da sociedade sem questionamento, reflexão e construção de condições para a real institucionalização da diversidade e da inclusão educacional.

Para que isso aconteça, é preciso pensar em uma educação que vá além de reconhecer as diferenças, é preciso celebrá-las. A diversidade na escola deve fazer valer os princípios dos direitos humanos para eliminar

Está claro que o novo coronavírus transformará inúmeros aspectos da vida, inclusive o sistema educacional. Por isso, a pergunta do momento é: como será a educação pós-pandemia?

Ainda não existem respostas claras e definidas para essa questão, pois as adaptações diante do distanciamento social continuam criando novos desafios diários para educadores do ensino público e privado do Brasil.

Contudo, já é possível afirmar os professores estão buscando se apoiar na busca de soluções e melhorias para a prática docente, além de acompanhar as tendências na educação por meio de comunidades de aprendizagem.

 

Criando comunidades colaborativas

Diante de tantas mudanças, educadores e gestores estão reaprendendo a aprender, desconstruindo antigos paradigmas, buscando novos conhecimentos e abrindo espaço para o novo. Nesse contexto, a formação de redes de apoio entre professores e outros profissionais da educação é uma forma de inspirar e fortalecer o crescimento coletivo da educação brasileira.

Para que essa intenção vire realidade, os profissionais da educação podem contar com o apoio do movimento (Des)Aprenda. A iniciativa tem como objetivo a criação de uma comunidade nacional de aprendizagem entre educadores, para ampliar as oportunidades de capacitação docente pensando o presente e o futuro da educação. Por meio dessa iniciativa, conhecimentos e metodologias serão compartilhados entre educadores para a profissionalização e valorização docente.

 

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práticas de segregação.

 

Caminhos da inclusão

Educação inclusiva é sobre possibilitar que todas as pessoas tenham acesso à escola e sejam acolhidos por ela. O ambiente escolar deve ser um local de crescimento mútuo, envolvendo estudantes e educadores no processo de conscientização e aprendizagem.

No contexto de isolamento social, quem trabalha com pessoas com deficiência tem desafios ainda maiores. Por isso, é preciso modernizar e atualizar as ações pedagógicas, pensando em como usar a tecnologia para:

• criar jogos, situações lúdicas e situações desafiantes;

• incentivar o envolvimento da família;

• planejar e acompanhar o desempenho escolar;

• criar objetivos e metas de aprendizagem, alterando as estratégias sempre que necessário.

 

Turmas diversas

É tempo de se preparar. No futuro, as salas de aulas, que poderão ser físicas ou virtuais, serão cada vez mais heterogêneas.

Além disso, as turmas não ficarão mais restritas a uma área de conhecimento, pois a tendência é que os diversos saberes se conectem. Isso torna ainda mais rica a formação acadêmica e pessoal do estudante, pois possibilita refletir sobre inúmeros assuntos e temas considerando múltiplos pontos de vista.

Nunca se falou tanto sobre a necessidade de repensar e ressignificar o papel da diversidade e da inclusão na educação. Nesse contexto, surge o (Des)aprenda, um movimento aberto e gratuito que tem como objetivo compartilhar conhecimentos e metodologias para a profissionalização e valorização docente.

 

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