No mundo pós-coronavírus, a forma como hoje ensinamos e aprendemos não terá mais sentido. Para engajar o estudante será necessário criar espaços de aprendizagem inovadores e novos modelos pedagógicos com currículos personalizados. A educação deverá ser condizente com o projeto de vida do estudante, além de fomentar o pensamento crítico, autônomo e empreendedor.

Para encontrar as soluções, é preciso inovar, buscar outras possibilidades de ação para ultrapassar os desafios, quebrar antigos paradigmas e dar continuidade ao processo de mudanças que foi acelerado na pandemia.

 

Mas o que é inovação?

A necessidade de inovar surge como resposta ao cenário de transformações constantes no conhecimento e no contexto social, político e econômico.

A inovação é um processo persistente, uma forma de ser e estar. Na educação, a inovação prevê reflexão, esforço coletivo e criatividade para repensar modelos e práticas pedagógicas, com o objetivo de encontrar caminhos dinâmicos que façam sentido para o estudante e para os objetivos de aprendizagem.

 

Novos espaços de aprendizagem

Para criar formas de aprender autônomas e personalizadas é preciso construir outros espaços, que podem ser físicos ou virtuais. Isso significa que o modelo de sala de aula com carteiras individuais enfileiradas não é mais motivador e terá de ser definitivamente substituído por espaços de aprendizagem que priorizem a prática, a “mão na massa”, a experimentação e a construção do conhecimento.

 

Os novos centros de aprendizagem serão espaços híbridos, próximos e criativos. Será preciso pensar em:

infraestrutura, como simuladores, impressoras 3D, robôs, softwares dinâmicos, ferramentas digitais e instrumentos que permitem a criação de protótipos;

plataformas digitais, que fomentem o trabalho em grupo, a coletividade e a aprendizagem interdisciplinar, de forma menos hierárquica;

metodologias, que impulsionem o protagonismo do estudante e ajudem a desenvolver conteúdos relacionados com ciências, tecnologia, engenharia e matemática, conhecido em inglês como STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics).

 

Mais do que uma tendência, a inovação na educação é uma necessidade real, que só funciona com a participação de todos os agentes: estudantes, educadores, gestões e instituições. Desse imperativo nasce o (Des)aprenda, um movimento aberto e gratuito que tem como objetivo compartilhar conhecimentos e metodologias para a profissionalização e valorização docente.

 

O Instituto Ânima já faz parte do (Des)aprenda. E você pode fazer também. Clique aqui para conhecer o site do movimento.