Docentes lidam hoje com uma geração conectada de jovens que vivem em um mundo onde os estímulos e a informação estão cada vez mais diversificados e de fácil acesso.

Esse novo contexto – mais tecnológico e multifacetado – colocou em questionamento a eficácia dos modelos tradicionais de ensino, nos quais o estudantes é um elemento passivo do processo de ensino e aprendizagem. O desafio hoje é desenvolver práticas pedagógicas capazes de formar alunos criativos, colaborativos, com pensamento crítico e que saibam construir soluções.

Diante disso, o que o professor deve fazer para apoiar seus alunos?

Metodologias ativas: vantagens e estratégias.
Para ir além da educação tradicional, é preciso inovar e criar aulas com experiências vivas de aprendizagem. Nesse sentido, as metodologias ativas e os trabalhos colaborativos têm um papel importante na potencialização do processo de aprendizagem.

O conceito engloba diferentes práticas e estratégias em sala de aula, mas todas têm como objetivo fazer do aluno o protagonista do seu processo de aprendizagem e criar maneiras de envolvê-lo ativamente em sua jornada.

Mesmo em aulas remotas e on-line, é possível trabalhar essa metodologia para empoderar o estudante e fazer com que ele seja parte ativa do processo e consiga entender as estratégias que funcionam melhor no contexto dele. Por meio do aumento da interação entre os estudantes, as metodologias contribuem para o desenvolvimento da autonomia e de competências acadêmicas e socioemocionais que são valorizadas pelo mercado de trabalho atual.

Planejamento reverso e metodologia ativa.
Como já conversamos antes, o planejamento reverso vê como essencial o estabelecimento claro dos objetivos de aprendizagem e dos instrumentos de coleta de evidências para avaliar se os estudantes estão alcançando os objetivos propostos.

Mas para que o ensino seja eficiente, as atividades desenvolvidas na aula precisam ajudar e possibilitar que os alunos alcancem a compreensão e as habilidades necessárias. A ideia central da terceira etapa da metodologia reversa tem como premissa que o planejamento para a compreensão é adequado quando ele engaja os estudantes e é efetivo.

Engajamento em primeiro lugar.
É preciso lembrar que engajamento não significa necessariamente realizar atividades que sejam “divertidas” ou somente “mão-na-massa”. O mais importante é que essas atividades mobilizem os conhecimentos necessários para o desenvolvimento do processo de compreensão ou da aprendizagem profunda. Por isso, é importante que todas as atividades propostas engajem os estudantes em um esforço intelectual, centrando-os na aprendizagem dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento das competências cruciais para a superação dos desafios propostos.

Na hora da elaboração, é preciso também ter como foco:
• Sequenciamento. Distribua as boas atividades no tempo para apoiar a construção progressiva de conhecimentos, servindo de alicerce intelectual para os alunos.

• Atores do processo. Selecionar atividades que colocam os alunos como protagonistas não significa que o professor não precise pensar de maneira muito cuidadosa em cada uma de suas ações.

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