Professores também são planejadores.

Aspecto central da prática docente, o planejamento é quando são definidos currículos, avaliações, objetivos e experiências de aprendizagem.

Cada vez mais, os planejamentos tradicionais se mostram insuficientes para garantir uma aprendizagem real, relevante e significativa para os estudantes.

Entre os possíveis caminhos e métodos, acreditamos que o planejamento reverso traz diversas vantagens e benefícios tanto para estudantes quanto para professores.

Começar pelo fim: o que isso significa?

A metodologia ajuda a pensar no planejamento de aula e do curso como um todo, além de focar mais na aprendizagem do estudante e menos no ensino do professor.

Para isso, propõe uma inversão da lógica tradicional de planeamento em três etapas:

• Entendimento dos objetivos de aprendizagem.
A pergunta que deve guiar essa etapa é: o que eu, como professor(a), quero que meus estudantes sejam capazes de fazer ou saber depois dessa aula? Definir os resultados desejados é definir a compreensão dos estudantes.
• Identificação das evidências de aprendizagem.
Em seguida, é necessário identificar as evidências de aprendizagem para determinar quando os resultados forem alcançados. Cabe ressaltar que é importante pensar em fatos concretos.
• Definição das experiências de aprendizagem e atividades de ensino.
Por fim, são definidos conteúdos, atividades de ensino, habilidades, metodologias e recursos específicos que possibilitem atingir a compreensão e as habilidades necessárias.

Grandes ideias

A compreensão desejada aqui vai além da aquisição de uma habilidade, pois está motivada em uma aprendizagem mais duradoura que faça sentido para a realidade da sala de aula e do estudante. Alguns autores chamam essa compreensão de “grandes ideias”.

Acreditamos que o planejamento reverso é a chave para contornar os pecados capitais do planejamento de aula.