Todas as crianças têm direito fundamental à educação.

No Brasil, a inclusão não é apenas uma necessidade, mas uma obrigação exigida por lei.

Apesar da obrigatoriedade, a Educação Especial ainda enfrenta diversos desafios para conseguir promover condições e oportunidades iguais de ensino aos alunos com deficiência, pensar em práticas pedagógicas acolhedoras e criar ambientes escolares integradores.

É normal ser diferente
O preconceito e a discriminação são grandes obstáculos na inclusão de alunos com deficiência.

Sabemos que o ambiente escolar vai além do espaço da escola e que concepções excludentes e preconceituosas nascem dentro e fora da sala de aula.

Acreditamos que promover a inclusão é tarefa de todos: da equipe pedagógica, dos funcionários e do diretor. Por isso, é preciso criar um ambiente de acolhimento e respeito, adaptar o ensino para que eles consigam assimilar o conteúdo e tratá-los da mesma forma, ou seja, sem proteção e sem negligência.

Muitas vezes, professores acabam usando rótulos para tratar e nomear essas crianças, de uma forma que expõe as características pessoais e criam um exemplo negativo para outros estudantes. Esse comportamento também contribui para o sentimento de não pertencimento ao grupo.

Plano de aula para alunos com deficiência
Quando o assunto é elaborar plano de aprendizagem, é preciso pensar em cada contexto específico para fazer as adaptações necessárias e garantir a compreensão do conteúdo.

Nesse sentido, escolas e professores precisam desenvolver uma pedagogia capaz de educar com sucesso os alunos e que acredite que toda criança é capaz de aprender.

É importante garantir que o alunos com deficiências possam questionar, testar, discordar e propor novas soluções de acordo com as possibilidades de cada um.

De acordo com o Censo Escolar 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil consta com 1,2 milhão de alunos com deficiência, altas habilidades e transtornos globais do desenvolvimento.

Isso significa que nesse momento de pandemia do novo coronavírus, gestores escolares e professores estão lidando com mais um desafio na Educação Especial para adaptar e buscar um novo formato de ensino.

A gamificação aproxima
A gamificação é o uso de elementos de jogos nas aulas para tornar o aprendizado mais envolvente e promover uma postura mais ativa dos estudantes.
A estratégia tem como objetivo estimular, divertir e transmitir conhecimento aos alunos, seja por meio de aplicativos, jogos de tabuleiro, peças de teatro, mistérios de detetives e muito mais.

Na Educação Especial, é importante que os jogos sejam flexíveis, criativos, acessíveis e coerentes com as competências que se espera desenvolver no aluno.

Não precisa de muito para ser inclusivo
Existem diversas formas e métodos para gamificar a sala de aula que não precisam de um grande aparato tecnológico. O mais importante é entender as dificuldades e as limitações dos estudantes e desenvolver formas criativas para ajudá-los.

O primeiro passo é definir o objetivo da aula e o que se pretende alcançar com a gamificação.

Uma caça ao tesouro, por exemplo, pode estimular a colaboração entre os alunos, desenvolver habilidades e competência crítica, cognitiva e integrar diferentes áreas do conhecimento.

Outra forma fácil é distribuir medalhas, carimbos ou adesivos de motivação para recompensar comportamentos e desempenhos positivos.

“A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades”.

 

Paulo Freire.

 

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